A Corredor é uma instituição cultural de âmbito internacional, localizada na cidade de Ponta Delgada, Ilha de S.Miguel, Açores, ao serviço da comunidade regional, nacional e internacional, que tem como missão sensibilizar o público para as artes cénicas e audiovisuais através da formação e produção nestas áreas.
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18/09/10
Mostra de video-dança no dançarilhas 2010

16/09/10
VOLUNTÁRIOS PARA O DANÇARILHAS 2010

é já no fim-de-semana de 1 a 3 de Outubro, que irá decorrer no Jardim António Borges a 2ª edição do Dançarilhas - Festival de Danças do Mundo.
Para a preparação e para o funcionamento do festival procuramos voluntários, ajudando a festa!
Se puder e quiser colaborar, envie um email para dancarilhas@gmail.com ou ligue para o tm. 910191741
agradecemos desde já a eventual colaboração
03/09/10
02/01/10
24/09/09
08/11/08
Cinema no Jardim
Entre 15 de Julho e 15 de Setembro passaram às terças e algumas quintas-feiras mais de uma dezena de filmes com trabalhos de Wiseman, Vitorio de Seta, António Reis,Abbas Kiorostami,Jean Rouch entre outros.
30/10/08
Alguns concertos organizados no Jardim António Borges
Pequenos excertos de alguns concertos. Ao todo foram sete bandas que por lá passaram desde Maio quando os Gimijolati e os Francis Mcmorrow trio, do Canadá,tocaram no primeiro JAB/JAZZ.
30/09/08
hoje, 21.30h jardim A. Borges cinema

epois de assistir Stromboli fez muito mais sentido a aproximação que fazem entre Rossellini e Rohmer. Há momentos neste filme que o estilo é muito parecido ao do diretor francês. O registro de personagens (historicamente) pequenos; pouca preocupação, ou até mesmo uma provocação fleumática com a progressão dramática; a atenção nas relações do cotidiano e na tensão entre personagens que vêem o mundo de maneira diferente.
Mas o que parece diferir Rohmer de Rossellini é que este, através personagens e suas histórias, faz um comentário alegórico sobre a Itália recém saída da segunda guerra mundial. Este comentário é o do processo que um país antigo (o sul da Itália, principalmente) começa a passar com a entrada de elementos modernos em sua sociedade. Esta é claramente a situação de conflito do casal do filme, Antonio (Maro Vitale) e Karin (Ingrid Bergman), e de Karin com o povoado de Stromboli.
A ilha de Stromboli representa o antigo, o estagnado, o primitivo. Um aglomerado de pessoas que vive em forte ligação com a natureza, tendo a brutalidade impessoal dela no seu modo de existir, como quando Antonio mata um coelho com um furão, ou a cena da pesca de atum. Nesta última em especial, vemos outra parte do estilo do filme de Rossellini, o registro bastante documental das ações do povoado.
O povo age como parte constituinte da geografia local se adaptando as atividades do Vulcão, símbolo maior do primitivismo local. Exemplo disso é a cena em que o vulcão entra em erupção e o povoado todo se ilha em barcos no meio do mar. Essa relação do vulcão, o gigante que cria e destrói, parece ser a imagem perfeita deste modo de ser primitivo, que vive em ciclos, que respeita o que é bruto e antigo, que não muda (há isso também em A Terra Treme, de Visconti). Do outro lado temos a desolada Karin, refugiada de guerra, de origem do leste europeu, mas de hábitos cosmopolitas. E são seus hábitos também um dos pontos de conflito com seu marido e o povoado.
Independência, adultério, futuro, são algumas das questões confrontadas. Mas cabe ressaltar que a direção nunca põe os hábitos cosmopolitas acima dos primitivos. O registro documental, como na citada parte da pesca, mostra o olhar interessado de Rossellini pelo povo, assim como no final dramático, quando Karin tenta confrontar o vulcão e é engolida pela onda de pó, admitindo que não só o povoado está perdido, mas ela também. O que parece interessar é o confronto desses dois polos, essa situação complexa materializada no filho a vir do casal Antonio e Karin, no futuro da Itália.
Por último não poderia deixar de falar de Ingrid Bergman. Este é o primeiro filme em parceria do casal e também o momento do episódio polêmico em que Rossellini e Bergman começaram o seu caso que chocou a imprensa da época. Contudo, vendo o filme com um suposto olhar de realizador, este olhar que o cinéfilo sempre tenta se aproximar e pegar emprestado, não há de fato, entendendo assim a posição de Rossellini, como resistir a imagem de Ingrid Bergman.
Postado por Lucian Chaussard
le-pickpocket.blogspot.com
26/09/08
23/09/08
Hoje no Jardim às 21h30
Os Mestres Loucos / Les Maîtres Fous
(França, 1955). Direção: Jean Rouch. PB. Duração 30’.
Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerianos reunidos em Accra, reúnem-se na ocasião da sua grande cerimônia anual. Começa o rito da possessão, saliva, tremedeiras, respiração ofegante…são os signos da chegada dos ‘espíritos da força’, personificações emblemáticas da dominação colonial : o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu auge com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades quotidianas

Eu, um Negro / Moi, un Noir
(França, 1959). Direção: Jean Rouch. Cores. Duração 73’.
Jovens nigerianos deixam a sua terra natal para procurar trabalho na Costa do Marfim. Desenraizados vivem em Treichville, bairro operário de Abdijam. O herói, que conta sua própria história, se auto-denomina Edward G. Robinson, em honra ao actor americano. Da mesma forma, seus amigos escolhem pseudónimos destinados a lhes forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal.
(França, 1955). Direção: Jean Rouch. PB. Duração 30’.
Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerianos reunidos em Accra, reúnem-se na ocasião da sua grande cerimônia anual. Começa o rito da possessão, saliva, tremedeiras, respiração ofegante…são os signos da chegada dos ‘espíritos da força’, personificações emblemáticas da dominação colonial : o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu auge com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades quotidianas

Eu, um Negro / Moi, un Noir
(França, 1959). Direção: Jean Rouch. Cores. Duração 73’.
Jovens nigerianos deixam a sua terra natal para procurar trabalho na Costa do Marfim. Desenraizados vivem em Treichville, bairro operário de Abdijam. O herói, que conta sua própria história, se auto-denomina Edward G. Robinson, em honra ao actor americano. Da mesma forma, seus amigos escolhem pseudónimos destinados a lhes forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal.
22/09/08
amanhã na cafetaria Rotas jardim - jardim António Borges

Eu, um Negro
Moi, un Noir (França, 1959).
De Jean Rouch. Cores. Duração 73’.
Jovens nigerienses deixam sua terra natal para procurar trabalho na Costa do Marfim. Desenraizados em meio à civilização moderna, acabam chegando a Treichville, bairro operário de Abdijam. O herói, que conta sua própria história, se auto-denomina Edward G. Robinson, em honra ao ator americano. Da mesma forma, seus amigos escolhem pseudônimos destinados a lhes forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal.
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