A Corredor é uma instituição cultural de âmbito internacional, localizada na cidade de Ponta Delgada, Ilha de S.Miguel, Açores, ao serviço da comunidade regional, nacional e internacional, que tem como missão sensibilizar o público para as artes cénicas e audiovisuais através da formação e produção nestas áreas.
Mostrar mensagens com a etiqueta Oficina Doc 2009. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Oficina Doc 2009. Mostrar todas as mensagens
04/12/10
exercícios finais do último atelier em cinema documental realizado nas ilhas de s.miguel e s.jorge
Trabalhos finais dos ateliers de Cinema Documental realizados em 2009 from corredor associação on Vimeo.
01/10/10


mais um dia à procura de Maria Simões
O mês de Novembro enregela as águas e faz rumar a pescaria a sul. Juntámo- nos a bordo do atuneiro açoriano Pepe Cumbrera, o único activo em São Miguel, a uma tripulação de madeirenses que anseia regressar a terra atestada e se debate entre a esperança e o desespero.
17 de Out - 17h Culturgest
21 de Out - 23h Culturgest
08/06/10
mais um dia à procura seleccionado em Vila do Conde

Competição de filmes de escola Take One!
A competição de filmes de escola, o Take One! conta com a participação de projectos produzidos exclusivamente nas escolas nacionais, e onde a selecção final tem como objectivo apresentar um conjunto de curtas-metragens que primam pela diversidade, privilegiando as qualidades técnicas e artísticas dos trabalhos. A competição deverá, por isso, ser uma montra de apresentação de uma variedade de géneros, experiências e abordagens cinematográficas e audiovisuais. Nesta edição apresentamos duas sessões com um total de 10 filmes de 7 escolas diferentes.
Contudo, mais do que uma competição, o Take One! afirma-se como um importante espaço para a divulgação das mais recentes produções dos novos e futuros valores do cinema português, obras essas que estão muitas vezes ausentes de qualquer divulgação extra-escolar. Por isso mesmo, alguns desses filmes têm, após a sua passagem pelo Take One!, um percurso por festivais nacionais e internacionais (como foi o caso de João Salaviza, premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cannes com “Arena”, e que foi o vencedor, em 2005, da segunda edição do Take One! com o filme “Duas Pessoas”).
AGRESTE
Carlos Filipe Lopes Magalhães; 2009; EXP; 00:25:11; Portugal
Universidade da Beira Interior
SOBRE VIVÊNCIA
Luis Lobo, João Azevedo; 2009; FIC; 00:09:45; Portugal
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia
DEIXAR CAIR A NOITE
Jorge Jácome; 2009; DOC; 00:21:00; Portugal
Escola Superior de Teatro e Cinema
LIFE
Dileydi Florez Barrera; 2010; ANI; 00:02:37; Portugal
Instituto De Artes Visuais, Design e Marketing
BELA ADORMECIDA
Rogério Ribeiro Rogério, Sara Bernardes de Oliveira; 2009; DOC; 00:31:10; Portugal
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
SUBTITLE GIRL
Gonçalo Soares; 2009; FIC; BW; 00:16:00; Portugal
Escola Superior de Teatro e Cinema
A MÁQUINA
Miguel Guimarães Correia, Daniel Sousa; 2010; DOC; 00:20:50; Portugal
Restart - Instituto de Criatividade, Artes e Novas Tecnologias
SMOLIK
Cristiano Mourato; 2009; ANI; 00:08:00; Portugal
Escola Superior de Artes, Design de Caldas da Rainha
LONGE
Carlos Pereira; 2010; FIC; 00:17:00; Portugal
Escola Superior de Teatro e Cinema
MAIS UM DIA À PROCURA
Maria Simões; 2009; DOC; 00:18:20; Portugal
Associação Cultural Corredor
06/05/10
08/04/10
PROGRAMAÇÃO DIÁRIA
“Como se ensina o documentário português?”
14 ABR quarta-feira
15h00 - SALA 3
“sessão especial: Como se ensina o documentário português”
SESSÃO GRATUITA
Homem Sentado com o seu Barco [Luís Valente] 2’
[Escola Superior de Artes e Design]
À Beira do Mar [Tiago Melo Bento] 26’
[workshop da Ass. Corredor]
Reservado [Paula Preto] 25’ [Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo]
Mercado do Bolhão [Cristina Braga] 14’ [Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto]
Sem Título [Ana Reis] 6’ [Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto]
“Como se ensina o documentário português?”
14 ABR quarta-feira
15h00 - SALA 3
“sessão especial: Como se ensina o documentário português”
SESSÃO GRATUITA
Homem Sentado com o seu Barco [Luís Valente] 2’
[Escola Superior de Artes e Design]
À Beira do Mar [Tiago Melo Bento] 26’
[workshop da Ass. Corredor]
Reservado [Paula Preto] 25’ [Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo]
Mercado do Bolhão [Cristina Braga] 14’ [Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto]
Sem Título [Ana Reis] 6’ [Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto]
19/11/09
Workshop de Cinema Documental S.Jorge Calheta
Neste workshop interessa-nos trabalhar o cinema como meio de comunicação e expressão artística,
apostando num método de criação baseado na discussão, no confronto de opiniões e sensibilidades. A execução de curtos exercícios de grupo por parte dos formandos nestes dez dias de duração do atelier, irão constituir um pequeno conjunto de objectos fílmicos, resultado de um primeiro olhar e que pretendemos que funcione como um estimulo para o futuro. Pretendemos incutir uma observação e reflexão crítica sobre o real de forma a levar à criação de um olhar cinematográfico, partindo da ideia de que a criação de um filme é o de uma construção colectiva, tanto mais rica quanto mais e melhor dirigida.
O grupo de trabalho deverá ser constituído por 4 pessoas (máximo 6). Será pedido a cada um dos participantes a realização de um pequeno filme. O objectivo é que cada pessoa do grupo experiencie o contacto com a câmara e com o som, sendo o realizador operador de câmara sempre acompanhado por um engenheiro de som rotativo mas sempre pertencente ao grupo. Cada um irá dispor de uma manhã e uma tarde (2 turnos de trabalho) para rodar o exercício assim como uma manhã/tarde de montagem (um turno de trabalho) e finalização do filme.
PRINCÍPIOS A DESENVOLER
A consciência de que o cinema é um instrumento de construção da realidade.
O valor da atenção ao que nos rodeia como ponto de partida para o trabalho a desenvolver.
Questionar com curiosidade e abertura.
Investir na discussão sem limitar o desenvolvimento da personalidade de cada um, das suas ideias e
vontades.
Abordar cada projecto na sua especificidade e discuti-lo em conjunto, tornando-o um projecto
comum.
PERÍODO DE TEMPO
10 dias
OBJECTIVOS
Visionamento e análise de filmes: perceber as possibilidades de abordagem, dispositivos, temas e
processos de trabalho do documentário.
Realização de pequenos exercícios/filmes temáticos – preparação, rodagem e montagem
Criação, preparação e dinamização de pequenas equipas de trabalho constituídas por duas pessoas –
realizador/operador de câmara e operador de som
Introduzir e experimentar um método de trabalho simples que possa ser continuado e desenvolvido
após o workshop
EXERCÍCIOS FINAIS
O tema dos exercícios finais será livre e terá que ser desenvolvido desde o inicio da formação. a ideia será a de que cada grupo disponha de um dia de rodagem sobre algo que lhe suscite um interesse especial, uma actividade, uma pessoa, uma história. O tema deverá ser escolhido de acordo com a curiosidade sobre um tema e deverá decorrer num espaço geográfico próximo e acessível.
Todas as imagens brutas, recolhidas diariamente , serão visionadas pela totalidade do grupo de forma a fomentar uma forma de criação e aprendizagem baseada na discussão e análise critica, imagem por imagem.
PLANIFICAÇÃO GERAL DA OFICINA
1ª dia
Manhã (10h)
Apresentação do atelier e da proposta de trabalho. visionamento e análise de filmes
Tarde (15h)
Visionamento de excerto de filmes. Apresentação do material técnico (câmara e som) e explicação do seu manuseamento básico. Discussão de ideias para os trabalho a desenvolver.
2ª dia
Manhã (10h)
Visionamento e análise de filmes (em grupo). Discussão e calendarização da rodagem.
Tarde (15h)
Cruto exercício técnico. Contacto com o material de edição.
3ºdia/4ºdia/5ºdia/6ºdia/7ºdia
Manhã (10h)
Rodagem
Tarde (15h)
Rodagem
7º dia/8º dia/9º dia
Montagem dos exercícios (cada grupo terá direito a uma manhã/tarde) de montagem
10ºdia
Apresentação e discussão dos trabalhos finais
Nota:
Algumas destas datas poderão ser alteradas. Sempre que possível, no final de todos os dias do workshop, o grupo juntar-se-á para visionar as imagens filmadas pelos colegas no próprio dia.
Alguns filmes que poderemos vir a discutirBasic Training - F. Wiseman
Curtas (1955 – 1958) – V. De seta
Wanda – Barbara Loden
Close-Up (1990) – Abbas
Donde Esta la Casa de Mi Amigo - Abbas Kiorostami
Kino Glaz – Dziga Vertov
El Sol del Membrillo – Victor Erice
En Construccion (2001)– J. L. Guerin
Torre Bela (1977) – T. Harlan
Kuxa Kanema – O Nascimento do Cinema – Margarida Cardoso
Jaime – António Reis
Artavazd Pelechian - Curtas
Ser e Ter – N. Philibert
Os Respigadores e a Respigadora – A. Varda
Curtas – A. Varda
Dagérreotypes – A. Varda
Trás os Montes – António Reis e Margarida Cordeiro
Nanook o Esquimó – R. Flaherty
Os Mestres Loucos – Jean Rouch
Maria – A. Sokurov
Salesman – Mayles Bros
24 Portraits d’Alain Cavalier
Harlen County – Barbara Kopple
apostando num método de criação baseado na discussão, no confronto de opiniões e sensibilidades. A execução de curtos exercícios de grupo por parte dos formandos nestes dez dias de duração do atelier, irão constituir um pequeno conjunto de objectos fílmicos, resultado de um primeiro olhar e que pretendemos que funcione como um estimulo para o futuro. Pretendemos incutir uma observação e reflexão crítica sobre o real de forma a levar à criação de um olhar cinematográfico, partindo da ideia de que a criação de um filme é o de uma construção colectiva, tanto mais rica quanto mais e melhor dirigida.
O grupo de trabalho deverá ser constituído por 4 pessoas (máximo 6). Será pedido a cada um dos participantes a realização de um pequeno filme. O objectivo é que cada pessoa do grupo experiencie o contacto com a câmara e com o som, sendo o realizador operador de câmara sempre acompanhado por um engenheiro de som rotativo mas sempre pertencente ao grupo. Cada um irá dispor de uma manhã e uma tarde (2 turnos de trabalho) para rodar o exercício assim como uma manhã/tarde de montagem (um turno de trabalho) e finalização do filme.
PRINCÍPIOS A DESENVOLER
A consciência de que o cinema é um instrumento de construção da realidade.
O valor da atenção ao que nos rodeia como ponto de partida para o trabalho a desenvolver.
Questionar com curiosidade e abertura.
Investir na discussão sem limitar o desenvolvimento da personalidade de cada um, das suas ideias e
vontades.
Abordar cada projecto na sua especificidade e discuti-lo em conjunto, tornando-o um projecto
comum.
PERÍODO DE TEMPO
10 dias
OBJECTIVOS
Visionamento e análise de filmes: perceber as possibilidades de abordagem, dispositivos, temas e
processos de trabalho do documentário.
Realização de pequenos exercícios/filmes temáticos – preparação, rodagem e montagem
Criação, preparação e dinamização de pequenas equipas de trabalho constituídas por duas pessoas –
realizador/operador de câmara e operador de som
Introduzir e experimentar um método de trabalho simples que possa ser continuado e desenvolvido
após o workshop
EXERCÍCIOS FINAIS
O tema dos exercícios finais será livre e terá que ser desenvolvido desde o inicio da formação. a ideia será a de que cada grupo disponha de um dia de rodagem sobre algo que lhe suscite um interesse especial, uma actividade, uma pessoa, uma história. O tema deverá ser escolhido de acordo com a curiosidade sobre um tema e deverá decorrer num espaço geográfico próximo e acessível.
Todas as imagens brutas, recolhidas diariamente , serão visionadas pela totalidade do grupo de forma a fomentar uma forma de criação e aprendizagem baseada na discussão e análise critica, imagem por imagem.
PLANIFICAÇÃO GERAL DA OFICINA
1ª dia
Manhã (10h)
Apresentação do atelier e da proposta de trabalho. visionamento e análise de filmes
Tarde (15h)
Visionamento de excerto de filmes. Apresentação do material técnico (câmara e som) e explicação do seu manuseamento básico. Discussão de ideias para os trabalho a desenvolver.
2ª dia
Manhã (10h)
Visionamento e análise de filmes (em grupo). Discussão e calendarização da rodagem.
Tarde (15h)
Cruto exercício técnico. Contacto com o material de edição.
3ºdia/4ºdia/5ºdia/6ºdia/7ºdia
Manhã (10h)
Rodagem
Tarde (15h)
Rodagem
7º dia/8º dia/9º dia
Montagem dos exercícios (cada grupo terá direito a uma manhã/tarde) de montagem
10ºdia
Apresentação e discussão dos trabalhos finais
Nota:
Algumas destas datas poderão ser alteradas. Sempre que possível, no final de todos os dias do workshop, o grupo juntar-se-á para visionar as imagens filmadas pelos colegas no próprio dia.
Alguns filmes que poderemos vir a discutirBasic Training - F. Wiseman
Curtas (1955 – 1958) – V. De seta
Wanda – Barbara Loden
Close-Up (1990) – Abbas
Donde Esta la Casa de Mi Amigo - Abbas Kiorostami
Kino Glaz – Dziga Vertov
El Sol del Membrillo – Victor Erice
En Construccion (2001)– J. L. Guerin
Torre Bela (1977) – T. Harlan
Kuxa Kanema – O Nascimento do Cinema – Margarida Cardoso
Jaime – António Reis
Artavazd Pelechian - Curtas
Ser e Ter – N. Philibert
Os Respigadores e a Respigadora – A. Varda
Curtas – A. Varda
Dagérreotypes – A. Varda
Trás os Montes – António Reis e Margarida Cordeiro
Nanook o Esquimó – R. Flaherty
Os Mestres Loucos – Jean Rouch
Maria – A. Sokurov
Salesman – Mayles Bros
24 Portraits d’Alain Cavalier
Harlen County – Barbara Kopple
10/10/09
ATELIER DE REALIZAÇÃO DE DOCUMENTÁRIO, S. MIGUEL, 12 DE OUTUBRO A 14 DE NOVEMBRO
Realizar um filme é construir uma representação do mundo a partir de um ponto de vista pessoal.
Introdução
"No inicio, imaginava que as luzes da sala de cinema se apagavam para que se pudessem ver melhor as imagens no ecrã. Observei com mais atenção os espectadores comodamente sentados nas suas cadeiras e constatei que havia uma razão muito mais importante: essa obscuridade permitia a cada espectador separar-se melhor dos outros e estar sozinho, estar simultaneamente entre os outros e separado deles.
Cada indivíduo , ao ver um filme, cria o seu próprio mundo. A partir de cada detalhe – de uma cidade ou de uma pradaria, de uma personagem ou de um tema – que aparece no ecrã, cada espectador absorve a informação para depois criar o seu universo. O cinema não nos informa apenas acerca de um único mundo, mas de vários. Não nos fala de uma realidade, mas sim de infinitas realidades." - Abbas kiarostami
Neste atelier pretendemos criar um espaço onde se pense o cinema como uma arte e um instrumento de representação, reflexão e compreensão do mundo que extrapola as fronteiras do meramente visível, onde a representação das coisas que pensamos banais e comuns nos permite afinal redescobri-las e surpreender-nos de novo. Um filme pode não alterar mundo em si mesmo mas o seu decorrer, alterando a forma como o vemos e encaramos.
É no cinema documental que queremos que este espaço incida. Não como forma dogmática de um género mas sim enquanto representação de algo que nos é próximo, física e emocionalmente: uma pessoa, um grupo, um lugar, uma acção... Propomos fazer isso em grupo, através do registo, visionamento e discussão de imagens e sons que testemunhem a forma como vemos e compreendemos o mundo, como se de uma epifania se tratasse.
A técnica não é o essencial e ela não será o tema desta formação. A técnica interessa-nos apenas na justa medida em que nos permita captar imagens e sons sobre os quais possamos trabalhar.
Na sequência do trabalho que começámos em 2008, o objectivo este ano é mais uma vez suscitar e aprofundar o interesse pelo documentário nos participantes, e começar desta forma a criar um pequeno núcleo de potenciais realizadores que poderão fazer filmes que revelem olhares justos sobre a realidade em que vivem. O que queremos desenvolver com os participantes deste atelier é um genuíno sentido de escuta e um principio de cumplicidade com quem e o que se filma. Fazer um filme é estar aberto ao mundo com curiosidade e espírito critico, trabalhando pontos de vista sobre a realidade em que vivemos.
PLANIFICAÇÃO GERAL DO ATELIER
Este atelier será desenvolvido em três fases:
Introdução, 1ª semana: 9 a 17 de Outubro
- Visionamento e análise de filmes em grupo. Iremos mostrar e discutir alguns filmes marcantes da história do documentário criando assim um universo de referências comum a que iremos recorrer frequentemente no decorrer do atelier.
- Apresentação e explicação do equipamento de filmagem aos participantes. A forma de trabalho que vamos propor durante o atelier pressupõe que todas as filmagens sejam feitas por equipas de duas pessoas: operador de câmara e engenheiro de som. Todos os participantes serão realizadores e operadores de câmara dos seus próprios filmes e exercícios e farão som nos exercícios dos colegas. Nesta primeira fase do atelier o objectivo é perceber como podem trabalhar estas equipas de dois (câmara e som) e treinar esse funcionamento.
- Realização de dois curtos exercícios práticos cujo objectivo é introduzir na prática algumas questões fundamentais da filmagem em documentário, também discutir os problemas e as dificuldades de cada um e perceber o grau de autonomia e desenvolvimento do grupo. Todos os exercícios serão visionados e analisados em grupo.
- Discussões em grupo e individuais sobre o tema proposto para os exercício finais e as ideias de cada participante. O objectivo é que no final desta semana todos os participantes saibam o que vão fazer e tenham já começado a pesquisa.
Rodagem, 2ª, 3ª e metade da 4ª semana: 19 de Outubro a 4 de Novembro
- A partir da segunda semana cada participante inicia a rodagem do seu exercício final. A rodagem de cada um será acompanhada pelo grupo. De cada vez que se filma, o material filmado é visionado e discutido em grupo. Simultaneamente haverá encontros individuais com cada participante.
- Continuação de visionamento de filmes
Montagem, metade da 4ª semana e 5ª semana: 5 a 13 de Novembro
- Cada participante terá três dias para montar o exercício final. Estas montagens serão feitas com montadores profissionais que participarão no atelier de montagem em documentário que terá a duração de duas semanas e cujo objectivo final será montar os exercícios dos participantes no atelier de realização. As montagens serão acompanhadas pelos formadores do workshop e um formador em montagem que virá dar o atelier de montagem em documentário.
- As montagens serão feitas em unidades de montagem com Final Cut a disponibilizar pelos responsáveis pelo atelier.
Projecção e discussão pública dos exercícios finais: 14 de Novembro
- No dia 14 de Novembro todos os exercícios serão projectados numa sessão pública e discutidos após a projecção.
Algumas regras para a realização dos exercícios finais
- Cada participante deverá encontrar o seu tema de trabalho partindo do tema proposto para o atelier: o Mar (ver texto de apresentação do tema do atelier)
- Em todos os exercícios realizados durante o atelier, inclusive o exercício final, não se poderá utilizar a voz-off nem música sobreposta ao material filmado
- Cada participante apenas poderá filmar 2h de material em bruto
- As filmagens serão sempre feitas por equipas de duas pessoas (realizador/câmara + som)
- Todo o material filmado deverá ser visionado e discutido em grupo antes de se voltar a filmar
Período
12 Out. a 14 Nov.
Participantes
6 Participantes para realização
3 Participantes para montagem
Max 12 Participantes para o módulo teórico (incluindo os 6 participantes do atelier de realização e os 3 de montagem)
Realizar um filme é construir uma representação do mundo a partir de um ponto de vista pessoal.
Introdução
"No inicio, imaginava que as luzes da sala de cinema se apagavam para que se pudessem ver melhor as imagens no ecrã. Observei com mais atenção os espectadores comodamente sentados nas suas cadeiras e constatei que havia uma razão muito mais importante: essa obscuridade permitia a cada espectador separar-se melhor dos outros e estar sozinho, estar simultaneamente entre os outros e separado deles.
Cada indivíduo , ao ver um filme, cria o seu próprio mundo. A partir de cada detalhe – de uma cidade ou de uma pradaria, de uma personagem ou de um tema – que aparece no ecrã, cada espectador absorve a informação para depois criar o seu universo. O cinema não nos informa apenas acerca de um único mundo, mas de vários. Não nos fala de uma realidade, mas sim de infinitas realidades." - Abbas kiarostami
Neste atelier pretendemos criar um espaço onde se pense o cinema como uma arte e um instrumento de representação, reflexão e compreensão do mundo que extrapola as fronteiras do meramente visível, onde a representação das coisas que pensamos banais e comuns nos permite afinal redescobri-las e surpreender-nos de novo. Um filme pode não alterar mundo em si mesmo mas o seu decorrer, alterando a forma como o vemos e encaramos.
É no cinema documental que queremos que este espaço incida. Não como forma dogmática de um género mas sim enquanto representação de algo que nos é próximo, física e emocionalmente: uma pessoa, um grupo, um lugar, uma acção... Propomos fazer isso em grupo, através do registo, visionamento e discussão de imagens e sons que testemunhem a forma como vemos e compreendemos o mundo, como se de uma epifania se tratasse.
A técnica não é o essencial e ela não será o tema desta formação. A técnica interessa-nos apenas na justa medida em que nos permita captar imagens e sons sobre os quais possamos trabalhar.
Na sequência do trabalho que começámos em 2008, o objectivo este ano é mais uma vez suscitar e aprofundar o interesse pelo documentário nos participantes, e começar desta forma a criar um pequeno núcleo de potenciais realizadores que poderão fazer filmes que revelem olhares justos sobre a realidade em que vivem. O que queremos desenvolver com os participantes deste atelier é um genuíno sentido de escuta e um principio de cumplicidade com quem e o que se filma. Fazer um filme é estar aberto ao mundo com curiosidade e espírito critico, trabalhando pontos de vista sobre a realidade em que vivemos.
PLANIFICAÇÃO GERAL DO ATELIER
Este atelier será desenvolvido em três fases:
Introdução, 1ª semana: 9 a 17 de Outubro
- Visionamento e análise de filmes em grupo. Iremos mostrar e discutir alguns filmes marcantes da história do documentário criando assim um universo de referências comum a que iremos recorrer frequentemente no decorrer do atelier.
- Apresentação e explicação do equipamento de filmagem aos participantes. A forma de trabalho que vamos propor durante o atelier pressupõe que todas as filmagens sejam feitas por equipas de duas pessoas: operador de câmara e engenheiro de som. Todos os participantes serão realizadores e operadores de câmara dos seus próprios filmes e exercícios e farão som nos exercícios dos colegas. Nesta primeira fase do atelier o objectivo é perceber como podem trabalhar estas equipas de dois (câmara e som) e treinar esse funcionamento.
- Realização de dois curtos exercícios práticos cujo objectivo é introduzir na prática algumas questões fundamentais da filmagem em documentário, também discutir os problemas e as dificuldades de cada um e perceber o grau de autonomia e desenvolvimento do grupo. Todos os exercícios serão visionados e analisados em grupo.
- Discussões em grupo e individuais sobre o tema proposto para os exercício finais e as ideias de cada participante. O objectivo é que no final desta semana todos os participantes saibam o que vão fazer e tenham já começado a pesquisa.
Rodagem, 2ª, 3ª e metade da 4ª semana: 19 de Outubro a 4 de Novembro
- A partir da segunda semana cada participante inicia a rodagem do seu exercício final. A rodagem de cada um será acompanhada pelo grupo. De cada vez que se filma, o material filmado é visionado e discutido em grupo. Simultaneamente haverá encontros individuais com cada participante.
- Continuação de visionamento de filmes
Montagem, metade da 4ª semana e 5ª semana: 5 a 13 de Novembro
- Cada participante terá três dias para montar o exercício final. Estas montagens serão feitas com montadores profissionais que participarão no atelier de montagem em documentário que terá a duração de duas semanas e cujo objectivo final será montar os exercícios dos participantes no atelier de realização. As montagens serão acompanhadas pelos formadores do workshop e um formador em montagem que virá dar o atelier de montagem em documentário.
- As montagens serão feitas em unidades de montagem com Final Cut a disponibilizar pelos responsáveis pelo atelier.
Projecção e discussão pública dos exercícios finais: 14 de Novembro
- No dia 14 de Novembro todos os exercícios serão projectados numa sessão pública e discutidos após a projecção.
Algumas regras para a realização dos exercícios finais
- Cada participante deverá encontrar o seu tema de trabalho partindo do tema proposto para o atelier: o Mar (ver texto de apresentação do tema do atelier)
- Em todos os exercícios realizados durante o atelier, inclusive o exercício final, não se poderá utilizar a voz-off nem música sobreposta ao material filmado
- Cada participante apenas poderá filmar 2h de material em bruto
- As filmagens serão sempre feitas por equipas de duas pessoas (realizador/câmara + som)
- Todo o material filmado deverá ser visionado e discutido em grupo antes de se voltar a filmar
Período
12 Out. a 14 Nov.
Participantes
6 Participantes para realização
3 Participantes para montagem
Max 12 Participantes para o módulo teórico (incluindo os 6 participantes do atelier de realização e os 3 de montagem)
10/09/09
Biografias dos formadores da Oficina de Cinema Documental em S.Jorge
Frederico Lobo
Nasceu em 1981 no Porto, onde estudou Som e Imagem. Em 2006 frequentou o curso de documentário dos Ateliers Varan, na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, no qual realizou a curta-metragem "Entre-Tempos", presente em vários festivais nacionais e internacionais. Em 2008 terminou a longa-metragem "Bab Sebta", co-realizada com Pedro Pinho, a qual tem tido passagem em vários festivais e mostras nacionais e internacionais, com destaque para o festival DocLisboa, onde obteve o prémio de melhor documentário português. Ainda em 2008 terminou a curta-metragem "Zone d'attente #0". Entre 2006 e 2008 participou, enquanto formador de imagem, em acções de formação de cinema "Primeiro Olhar" dos "Filhos de Lumiére" e orientou o curso de realização de documentários que teve lugar na ilha de S.Miguel, entre Julho e Agosto de 2008.
Tiago Afonso
Frequentou a ESAP no Porto, onde realizou várias curtas-metragens em Super-8. Em 2004 realizou "Vestigios" ,no âmbito do curso de documentário dos Ateliers Varan, que teve passagem em vários festivais, obtendo dois prémios e uma menção honrosa. Desde aí tem participado em rodagens de ficção de realizadores como Saguenail e Paulo Rocha e realizado alguns filmes de encomenda para as fundações Calouste Gulbenkian e Serralves, para a Companhia de Teatro Comédias do Minho e para o museu municipal de Penafiel. Paralelamente tem vindo a desenvolver várias curtas-metragens com destaque para "Música de Câmara", que teve passagem no Panorama de cinema português de 2008 e "Cerejas ao borralho" e "Saturado", estreados na Fundação Serrralves. Entre 2004 e 2008 participou, enquanto formador de realização, em acções de formação de cinema dos "Filhos de Lumiére". Actualmente encontra-se a terminar um documentário sobre o ano de 2008 no mercado do Bolhão no Porto, um outro sobre o combatente anti-fascista Camilo Mortágua e ainda um filme sobre ferreiros tradicionais, para o museu municipal de Penafiel.
Nasceu em 1981 no Porto, onde estudou Som e Imagem. Em 2006 frequentou o curso de documentário dos Ateliers Varan, na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, no qual realizou a curta-metragem "Entre-Tempos", presente em vários festivais nacionais e internacionais. Em 2008 terminou a longa-metragem "Bab Sebta", co-realizada com Pedro Pinho, a qual tem tido passagem em vários festivais e mostras nacionais e internacionais, com destaque para o festival DocLisboa, onde obteve o prémio de melhor documentário português. Ainda em 2008 terminou a curta-metragem "Zone d'attente #0". Entre 2006 e 2008 participou, enquanto formador de imagem, em acções de formação de cinema "Primeiro Olhar" dos "Filhos de Lumiére" e orientou o curso de realização de documentários que teve lugar na ilha de S.Miguel, entre Julho e Agosto de 2008.
Tiago Afonso
Frequentou a ESAP no Porto, onde realizou várias curtas-metragens em Super-8. Em 2004 realizou "Vestigios" ,no âmbito do curso de documentário dos Ateliers Varan, que teve passagem em vários festivais, obtendo dois prémios e uma menção honrosa. Desde aí tem participado em rodagens de ficção de realizadores como Saguenail e Paulo Rocha e realizado alguns filmes de encomenda para as fundações Calouste Gulbenkian e Serralves, para a Companhia de Teatro Comédias do Minho e para o museu municipal de Penafiel. Paralelamente tem vindo a desenvolver várias curtas-metragens com destaque para "Música de Câmara", que teve passagem no Panorama de cinema português de 2008 e "Cerejas ao borralho" e "Saturado", estreados na Fundação Serrralves. Entre 2004 e 2008 participou, enquanto formador de realização, em acções de formação de cinema dos "Filhos de Lumiére". Actualmente encontra-se a terminar um documentário sobre o ano de 2008 no mercado do Bolhão no Porto, um outro sobre o combatente anti-fascista Camilo Mortágua e ainda um filme sobre ferreiros tradicionais, para o museu municipal de Penafiel.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








