Conteúdos:
Direitos de Autor: definição de obra, conceito de originalidade, direito moral e direito patrimonial, formas de utilização do Dto. de Autor, caducidade, tipologia das obras, disponibilidade do direito patrimonial de autor.
Direitos conexos: definição, titulares, utilização.
Direito internacional: Dto. convencional, Dto. Comunitário.
Outros: lei da cópia privada, gestão colectiva, violação de direitos de autor e direitos conexos.
Direito das obrigações: contratos de prestação de serviços – algumas formas de utilização destes na área da propriedade intelectual.
A Corredor é uma instituição cultural de âmbito internacional, localizada na cidade de Ponta Delgada, Ilha de S.Miguel, Açores, ao serviço da comunidade regional, nacional e internacional, que tem como missão sensibilizar o público para as artes cénicas e audiovisuais através da formação e produção nestas áreas.
segunda-feira
Cinema amanhã no Rotas jardim, 21.30h

A Batalha de Argel
A luta do povo argelino por sua libertação do jugo do colonialismo francês, apresentada no filme de Gillo Pontecorvo, tem como fio condutor a história de integrantes da Frente de Libertação Nacional (FLN), Ali-la-Pointe e seus companheiros que resistem na Casbah, o maior bairro popular da capital Argel. O filme apresenta um período desta luta, marco histórico no processo de libertação de colônias européias na África. A ação se passa entre 1954 e 1957 e o diretor, que mistura ficção e fatos reais, trata com veracidade a resistência argelina e a violência do exército francês, obtendo como resultado um “quase” documentário, intenso, emocionante, que mantém o espectador em suspense do início ao final do filme.
O coronel Mathieu (inspirado no coronel Jacques Massu – o carrasco de Argel) utiliza e defende abertamente a tortura para desbaratar a resistência argelina e manter o país sob domínio dos franceses. A tese - o uso da tortura e da humilhação como principal forma de combate - foi defendida publicamente em 1961, pelo coronel francês Roger Trinquier em seu livro "La guerre moderne", que serviu de “referência” para a “assessoria” de militares americanos em golpes de estado em países da América Latina. Há dois anos, segundo noticiou o jornal The New York Times, o filme foi exibido no Pentágono a militares norte-americanos inconformados com a tenaz resistência do povo iraquiano.
Em 1954, humilhados pela derrota da batalha de Diên Biên Phu imposta pelos vietnamitas, militares franceses radicalizam a violência contra os argelinos com o intento de manter seu domínio de mais de cem anos sobre o país, iniciado em 1830. A França ganharia uma batalha, mas perderia a guerra.
O filme, um clássico (agora em cópia restaurada), traz ao final uma das mais belas e emocionantes cenas do cinema.
A Batalha de Argel ganhou o Leão de Ouro e o prêmio Fipresci (da Federação Internacional dos Críticos), no Festival de Veneza em 1966. O filme foi banido na França até 1971 e o primeiro cinema que o exibiu sofreu um atentado. Ficou proibido no Brasil no período de ditadura militar.
A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri, Argélia/Itália, 1965)
Direção: Gillo Pontecorvo
Roteiro: Gillo Pontecorvo, Franco Solinas
Música: Ennio Moricone e Gillo Pontecorvo
Fotografia: Marcello Gatti
Elenco: Brahim Haggiag, Jean Martin, Yacef Saadi, Samia Kerbash, Ugo Paletti, Fusia El Kader, Mohamed Ben Kassen.
Produção: Casbah Films, Argel, em colaboração com Igor Film, Roma
Longa-metragem, P&B, legendas em português
Duração: 117 min
A Batalha de Argel conquistou e conquista público em todo o mundo. Após assistir o filme, Marlon Brando afirmou em entrevista que só filmaria na Europa se fosse com Pontecorvo. Dessa “parceria” nasceu outro clássico, dirigido por Pontecorvo, Queimada (1969), estrelado por Brando e Evaristo Márquez, sobre a dominação colonial nas Caraíbas.
Gillo Pontecorvo
Nasceu em Pisa, Itália, em 1919. Ligado ao Partido Comunista, começou a trabalhar como jornalista nos anos 1930; foi correspondente em Paris de jornais italianos. Ao final da II Guerra, tornou-se assistente de Joris Ivens, Yves Allégret e Mario Monicelli. Nos anos 50, dirigiu documentários antes de estrear na ficção com Giovanna, episódio do filme Die Vind Rose, (1954) sobre uma operária da indústria têxtil. Dirigiu também A Grande Estrada Azul (1957), Kapò (1959), Queimada! (1969), Ogro (1980), O adeus a Enrico Berlinguer (1984), Firenze, il nostro domani (2003).
Cenas do filme:
“Corredor” aposta na formação cultural
Propor uma abordagem diferente à Cultura nos Açores, sobretudo no que toca à formação nos mais variados campos artísticos”, é um dos objectivos da Associação Cultural Corredor, que tem vindo a apostar na diversificação e animação das noites no Jardim António Borges, em Ponta Delgada.
A Associação Cultural Corredor nasceu em Janeiro de 2008 e, segundo um dos seus elementos, Mário Roberto, a abordagem diferente que a “Corredor” quer dar à Cultura nos Açores passa, essencialmente, por “incentivar a nossa cultura”, afirmando que a cultura na Região “está de pernas para o ar, uma vez que não estamos a produzir nada na área cultural, enquanto que estamos a receber muita coisa de fora”, afirma. Para além disso Mário Roberto alega não deixar de ser interessante receber influências de fora dos Açores, mas “o mais interessante ainda é transformar essas influências em produção nossa e acho que é isso que falta”, afirma.
Em parceria com a Cooperativa Cultural Descalças e com o Rotas Jardim, a Associação Corredor apresenta no mês de Setembro um variado leque de actividades que abrangem as áreas da Música, Cinema, Literatura e Teatro.
Das actividades a realizar destacam-se os concertos ao vivo de Teresa Gentil, Luís Alberto Bettencourt e Maninho e Banda; as noites de cinema documental, que se realizam todas as terças-feiras até 30 de Setembro e a apresentação final da Oficina de Teatro, que se realizará no dia 20 de Setembro.
Segundo, Tiago Melo Bento, também membro da associação, “o Jardim António Borges é um sítio que propicia que as pessoas se sintam mais confortáveis do que noutros espaços”, para além disso acrescenta que, principalmente nas noites dedicadas ao Jazz “consegue-se juntar a harmonia do espaço com a música de qualidade, o que acaba por resultar muito bem.”
Ademais, refere que “embora não tenha havido muita divulgação, as pessoas têm aderido muito bem às iniciativas e estão contentes com o que se faz aqui.”||
Açoriano Oriental
Hoje
A Associação Cultural Corredor nasceu em Janeiro de 2008 e, segundo um dos seus elementos, Mário Roberto, a abordagem diferente que a “Corredor” quer dar à Cultura nos Açores passa, essencialmente, por “incentivar a nossa cultura”, afirmando que a cultura na Região “está de pernas para o ar, uma vez que não estamos a produzir nada na área cultural, enquanto que estamos a receber muita coisa de fora”, afirma. Para além disso Mário Roberto alega não deixar de ser interessante receber influências de fora dos Açores, mas “o mais interessante ainda é transformar essas influências em produção nossa e acho que é isso que falta”, afirma.
Em parceria com a Cooperativa Cultural Descalças e com o Rotas Jardim, a Associação Corredor apresenta no mês de Setembro um variado leque de actividades que abrangem as áreas da Música, Cinema, Literatura e Teatro.
Das actividades a realizar destacam-se os concertos ao vivo de Teresa Gentil, Luís Alberto Bettencourt e Maninho e Banda; as noites de cinema documental, que se realizam todas as terças-feiras até 30 de Setembro e a apresentação final da Oficina de Teatro, que se realizará no dia 20 de Setembro.
Segundo, Tiago Melo Bento, também membro da associação, “o Jardim António Borges é um sítio que propicia que as pessoas se sintam mais confortáveis do que noutros espaços”, para além disso acrescenta que, principalmente nas noites dedicadas ao Jazz “consegue-se juntar a harmonia do espaço com a música de qualidade, o que acaba por resultar muito bem.”
Ademais, refere que “embora não tenha havido muita divulgação, as pessoas têm aderido muito bem às iniciativas e estão contentes com o que se faz aqui.”||
Açoriano Oriental
Hoje
segunda-feira
Terças-Feiras no Jardim - Setembro
"Onde está a casa do meu amigo?" de Abbas Kiarostami (1987)Leg. em castelhano
"A batalha de Argel" de Gillo Pontecorvo (1967)Leg. em inglês
"Eu, um negro" de Jean Rouch (1958)Leg. em português
"Stromboli" de Roberto Rosselini (1950)Leg. em português
"A batalha de Argel" de Gillo Pontecorvo (1967)Leg. em inglês
"Eu, um negro" de Jean Rouch (1958)Leg. em português
"Stromboli" de Roberto Rosselini (1950)Leg. em português
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No próximo Dezembro, a segunda edição do POP - Encontro das Artes e dos Ofícios do Espetáculo


